sexta-feira, 24 de novembro de 2017

10 coisas que ninguém nos conta sobre o Luxemburgo

Três meses a viver no Luxemburgo ensinaram-me algumas coisas engraçadas sobre este pequeno país. Algumas delas tão peculiares, que resolvi partilhar. Há coisas que ninguém nos conta, acabamos por ser nós a descobrir. Deixo-vos a minha seleção:

1) O Luxemburgo inteiro está em obras. Por onde quer que andem, vai haver sempre um novo prédio a ser construído, um passeio a ser reparado, uma estrada em obras. Sabem o progresso? Ok, no Luxemburgo multipliquem isso por mil.

2) A água da torneira seca imenso a pele. Eu nunca fui muito de precisar de usar creme hidratante para o corpo. Mas a água do Luxemburgo tem muito calcário e, consequentemente, seca muito a pele. Em apenas três meses, gastei duas embalagens de hidratante.

3) Não é preciso validar/mostrar o passe no autocarro. Pois é, nem existem leitores de passes no autocarro. O resultado? Muita gente a poupar muito dinheiro. Eu arrisquei algumas vezes YOLO, quando saí da cidade (o meu passe só abrangia autocarros da cidade) e, felizmente, não me aconteceu nada. Mas atenção que, se um revisor aparece, a coima é de 150€.

4) Não há contentores de reciclagem. No Luxemburgo funciona assim: vamos à Câmara Municipal, pedimos uns sacos azuis a dizer "ValorLux" e enchemo-los de plásticos e vidros (o papel vai para contentores, mas há poucos). Num determinado dia da semana, esses sacos cheios são colocados nos passeios, em frente às casas, e um carro passa para os apanhar. Não gostei disto, pois não achei prático, além de achar feio ver a rua cheia de sacos de lixo.

5) Poucas embalagens de plástico são recicláveis. Desde sempre que reciclo e, para mim, é impensável jogar um copo de iogurte para o lixo. Mas no Luxemburgo, para além das garrafas de plástico, pacotes de leite e sumo, latas, embalagens de champô e detergentes, pouco mais vai para o contentor amarelo (ou, no caso do Luxemburgo, para o saco azul). Embalagens onde vem a carne e a fruta? Lixo. Pacotes de arroz vazios? Lixo. Invólucros de plástico? Esses reciclam-se. Mentirinha, também vão para o lixo.

6) Paga-se pelo corte do pão na padaria. Normalmente, 0,25€ ou 0,30€. Só dou a dica: comprem uma faca de pão. E uma máquina de pão, já agora, porque o pão do Luxemburgo não é lá grande coisa.

7) Não há garrafões de água no supermercado. Ainda encontrei uns garrafões de 3 litros. Mas nunca de 5 litros. O motivo? Continuo à procura de respostas até hoje.

8) Encontrar queijo fresco à venda no supermercado é uma tarefa impossível. Aprendi que "fromage frais" não é bem queijo fresco, é mais queijo para barrar (tipo Philadelphia). Os queijos frescos que se cortam à fatia, como costumamos comer em Portugal, nem sinal deles.

9) Cidade ou Vila do Luxemburgo? Muitos portugueses residentes no Luxemburgo falam da Cidade do Luxemburgo (capital) como "a vila", pois fazem a tradução direta de "ville" (cidade em francês).

10) Há lugares onde só se fala luxemburguês. Por exemplo, muitos motoristas dos autocarros que vão para as pequenas localidades só falam luxemburguês. Em alguns restaurantes, o menu está apenas escrito em luxemburguês. Isto é sério. Quis comprar uma garrafa de água num McDonald's num dia de 30 e muitos graus, e a minha sorte foi haver uma portuguesa a trabalhar lá. Obrigada, portuguesa, por me salvares da desidratação. Tugas everywhere!

Luxemburgo, perdoo-te todas as doidices e defeitos. Continuo a adorar-te e a sentir-me incompleta, pois não consigo estar aí e em Portugal ao mesmo tempo. 💙 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Zaanse Schans, a terra dos moinhos de vento

Quando viajei à Holanda, decidi que não queria ver apenas Amesterdão. Já que não ia ver campos de tulipas (já tinha passado a época), quis ver outras paisagens tipicamente holandesas. Fui, então, a Zaanse Schans.


Zaanse Schans é uma pequena terra no norte da Holanda. Fica a 20 quilómetros de Amesterdão e, para chegar lá, basta apanhar o autocarro 391 na estação de comboios e autocarros Amsterdam Centraal, que parte a cada 30 minutos, se não me engano. A viagem dura cerca de 40 minutos e vale muito a pena, pois as paisagens durante todo o caminho são lindíssimas!


Ao chegar a Zaanse Schans, senti um maravilhoso perfume a chocolate no ar. Um dos muitos museus desta terra é de chocolates. Uma verdadeira loucura para os mais gulosos.
Olhando ao redor, só vemos História. Os moinhos que vemos hoje em Zaanse Schans produziam energia eólica para a indústria holandesa, no século XIX. Estão, ainda hoje, em bom estado e em funcionamento.


Esta terrinha é um verdadeiro museu a céu aberto, uma vez que os moinhos são pequenos museus, onde são produzidos queijos (com direito a degustação), pastelaria, socas holandesas, artesanato, entre outros.


Não há muito para fazer, para além de visitar os moinhos. Mas as paisagens são tão lindas que perdemo-nos aqui por horas. Sem dúvida, é um passeio que vale muito a pena.
Fiquem com mais umas fotos.