quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Amesterdão

Ir a Amesterdão foi algo que planeei desde o início do meu estágio no Luxemburgo, mas acabei por desistir da ideia, pois o alojamento era caríssimo. Mesmo em matéria de hostels, o mais barato que conseguia por noite em camaratas enormes era sempre em torno de 60€. À última da hora, surgiu um quartinho no AirBnb a um preço bastante acessível. Fiz a mala, apanhei o comboio e fui passar um fim de semana a Amesterdão. A viagem foi bastante longa, mas muito agradável. Vi paisagens lindíssimas.

Museus
Quando planeei a minha viagem, listei vários museus para visitar: Museu de Van Gogh, Casa de Anne Frank, Madame Tussauds, Rijksmuseum, entre outros. Para além de os preços serem muito altos (as entradas custam, em quase todos os casos, em torno de 20€), as filas eram enormes, com várias horas de espera.

Deixo umas dicas para quem quiser ir visitar os museus:
- Quem desejar visitar a Casa Museu de Anne Frank, compre antecipadamente a sua entrada no site oficial. Quem possuir este bilhete tem prioridade de entrada no museu até às 15h30. Só após essa hora é que é possível comprar bilhete diretamente no museu. E enfrentar a fila quilométrica de pessoas que aguardam desde a abertura, às 9 da manhã.
Tive mesmo pena de não saber disto, porque este museu era mesmo algo que queria visitar.
- Por toda a cidade, existem lojas chamadas Tours & Tickets, onde podem comprar bilhetes de museus, tours e combos por preços mais acessíveis do que nas próprias atrações. Não terão dificuldade em encontrar estas lojas, estão por toda a cidade.

Decidi, então, visitar o museu de cera Madame Tussauds que, por não ser único no mundo, tinha uma fila muito mais curta. Era algo que sonhava visitar. Há vários museus da Madame Tussauds por todo o mundo, com diferentes figuras de cera de celebridades. O que eu achei mais giro foi o facto de podermos interagir com as figuras. Podíamos colocar adereços, entrar em cenários, fazer parte de um desfile de moda e até cantar com a Adele. Fiquei fascinada com a perfeição de cada figura. Sem dúvida, é um museu que vale muito a pena visitar.

Madame Tussauds

Passando ao lado das filas enormes, fui andando pela cidade para descobrir as ruas, os canais e a magnífica arquitetura de Amesterdão.
Alguns pontos de interesse em Amesterdão



Uma Coffee Shop (local onde se pode fumar marijuana e outras substâncias legalmente), a montra de uma loja comum de souvenirs (sim, viram bem, chá, brownies, chupa-chupas e biscoitos com marijuana 😜) e a famosa Red Light Street.

Flower Market
A Holanda é conhecida pelos seus campos de tulipas a perder de vista. Infelizmente, já não tive oportunidade de os ver ao vivo e a cores, pois as tulipas foram colhidas duas semanas antes da minha viagem. Mas visitei um lugar que me fascinou imenso, o Flower Market. Bem no centro de Amesterdão, é um enorme mercado onde se pode comprar bolbos de tulipas, flores e plantas variadas, bonsais (crescidos ou por semear), objetos de decoração para jardins e muito mais. É o paraíso de qualquer amante da jardinagem.

Flower Market

Mercados Tradicionais
Passeando pela cidade, dei por mim a entrar neste mercado tradicional. Chama-se Albert Cuyp Market e é um mercado fixo que funciona de Segunda a Sábado. Nele, os feirantes vendem produtos frescos (fruta, legumes, comida pronta), artesanato, utilidades do lar, roupa, flores e muito mais. Senti-me inundada por diferentes culturas e amei esta experiência inesperada.
Mais tarde, soube que há muitos outros mercados deste tipo espalhados por Amesterdão.

Albert Cuyp Market

Passeio de barco pelos canais de Amesterdão
No último dia, decidi fazer um passeio de barco pelos canais de Amesterdão ao fim da tarde. Com toda a sinceridade, não é algo que valha muito a pena. Veem-se paisagens bonitas? Sim, mas são as mesmas que podemos ver a pé. Aprendi algumas coisas sobre a cidade, mas acho que 16€ por um passeio de uma hora não valem a pena.

Viver num barco?
Algo que achei maravilhoso foi o facto de muita gente viver em barcos ancorados nos canais da cidade. Esta prática começou há muitos anos, como forma de fugir às rendas elevadas das casas da cidade. Hoje em dia, é muito caro pagar uma renda de um barco-casa em Amesterdão, pois existem poucos (em comparação com apartamentos e moradias). 
Nestes barcos-casa, era até possível ver pequenos jardins com varandas e espreguiçadeiras. Tudo sempre muito bem decorado e arranjado.
Quem quiser viver a autêntica experiência de Amesterdão, pode sempre ficar alojado num barco. No AirBnb, costuma haver alguns para aluguer.

Alojamento e transportes
Como disse acima, recorri mais uma vez ao AirBnb. Viajar à última da hora para Amesterdão significa hotéis a preços exorbitantes. Com o AirBnb, para além de poupar sempre bastante dinheiro no alojamento, gosto de ficar num local onde tenha liberdade para cozinhar as minhas próprias refeições.
Este quarto amoroso foi onde dormi durante três noites. A casa estava muito limpa e o quarto tinha a cama mais confortável onde dormi em toda a minha vida e, sim, é a Branca de Neve ali na parede! 😄 A anfitriã, Altagracia (perfil do AirBnb aqui), recebeu-me com muita simpatia e deu-me muitas dicas de locais para visitar em Amesterdão. Embora a casa seja num subúrbio de Amesterdão, passava várias vezes por hora um autocarro direto para a estação central.

Fiz todos os meus passeios por Amesterdão a pé, mas deparei-me com muitas lojinhas de aluguer de bicicletas. Fica a sugestão para quem desejar explorar a cidade como os locais 🚲
Dica » Nos autocarros de Amesterdão, não é possível comprar o bilhete com dinheiro. Apenas aceitam cartão de crédito (não aceitam débito). Sugiro que comprem uns quantos bilhetes de autocarro na estação central, onde é possível pagar em dinheiro. 


Não fiz um grande plano da minha viagem, pois ia mais com o objetivo de ver a cidade e as paisagens holandesas. Acabei por perceber que muitos dos lugares interessantes tinham filas com horas de espera e decidi não visitá-los, para não perder a oportunidade de explorar outros recantos desta lindíssima cidade. Mas, mesmo assim, consegui apaixonar-me por Amesterdão, desfrutar da minha viagem ao máximo e ficar com vontade de voltar, pois ainda há muito para ver.


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Ciao, Milano!

Um dos sonhos mais recentes que realizei foi ir a Itália. Faltavam-me apenas dois fins de semana para terminar o estágio no Luxemburgo e não tinha planos para o penúltimo. Então, decidi ir passar dois dias a Milão.
Do Luxemburgo, conseguem-se voos muito baratos para Itália com a Ryanair. Paguei trinta e poucos euros ida e volta.

Na minha lista de lugares a conhecer em Itália estão praticamente todas as cidades. A seguir aos Estados Unidos, deve ser o país que mais ocupa a minha wish list de viagens.

Ao começar a aterrar em Bérgamo (a Ryanair voa para lá a partir do Luxemburgo e de vários outros destinos), reparei que o sol brilha de forma diferente em Itália. Os campos e as terras eram mais dourados, nem sei explicar bem.

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No aeroporto de Bérgamo, apanhei um autocarro que, numa hora, me deixou no centro de Milão. Estes autocarros partem a cada 20 minutos (quer seja do aeroporto ou do centro) e cada viagem custa 5€. Se comprarmos logo os dois bilhetes (ida e volta), pagamos 9€.

O que fazer em Milão?
Quando pensamos em Milão, pensamos em compras. Não admira, esta é uma das capitais mundiais da moda e a casa de muitas marcas de designers famosos: Valentino, Gucci, Versace, Prada, Armani, Dolce & Gabanna, e não nos podemos esquecer da semana da moda de Milão, que ocorre duas vezes por ano (Fevereiro/Março e Setembro/Outubro).

Por toda a cidade, encontrarão lojas cheias de bons descontos e outlets das grandes marcas. Uma das ruas mais recomendadas para fazer compras é Corso Buenos Aires.

Loja da Zara em Milão (a Zara mais bonita que já vi!)

Catedral de Milão (Duomo)
Como tinha uma fila enorme, acabei por só a ver de fora. A sua beleza é impressionante. Todos aqueles detalhes de estilo gótico deixaram-me de boca aberta. Tive imensa pena por não ter conseguido entrar na catedral, pois sei que, por dentro, é igualmente impressionante, e a entrada custa apenas 3€. Para ver a catedral e subir ao terraço, que tem das melhores vistas da cidade, paga-se 9€. 

Catedral de Milão

Galeria Vittorio Emanuele II
A poucos passos da catedral, encontra-se esta galeria comercial, onde há lojas de grandes marcas, restaurantes e até hotéis. A sua arquitetura é linda e as pinturas são impressionantes.

Galeria Vittorio Emanuele II (exterior, interior e pintura)

Saindo da Galeria pela porta de trás, deparamo-nos com o Teatro alla Scala, à frente do qual parei para descansar um pouco as pernas e apanhar ar fresco à sombra das árvores da praça do teatro. Aqui, podemos ver uma estátua de Leonardo da Vinci, que concebeu quase toda a cidade de Milão.

Estátua de Leonardo da Vinci

Porta Ticinese
Apesar de parecer algo de pouco interesse, gostei muito desta porta pelo seu significado. Fazia parte das muralhas da cidade no século XII. Ao passar esta porta, seguimos para uma das mais importantes áreas de Milão fora do centro histórico. Inclui vários restaurantes, o parque da cidade, basílicas, ruínas romanas e os canais.

Porta Ticinese e canais de Milão


O que comer?
Uma das coisas que ansiava experimentar era a comida italiana. Eis as minhas impressões.

Pizza
Eu ia ansiosa para provar verdadeira pizza italiana. Apesar de várias pessoas italianas que conheço me terem dito que a pizza de Milão não era boa, eu adorei! Comi na Premiata Pizzeria, perto dos canais, onde paguei apenas 8€ por uma pizza enorme que teria dado para duas pessoas (se eu não fosse gulosa!). Só me surpreendi com o valor extra no talão (1,50€), que corresponde ao serviço de mesa, ao que eles chamam coperto. Ainda assim, nada de escandaloso. 


Massa
Outra das coisas que ansiava provar em Itália era a vera pasta italiana. Comi uma bolonhesa num restaurante na Galeria Vittorio Emanuele II, que não me matou a fome por completo, pois a julgar pelo lugar e pelo preço, achei que era gourmet (ahahah!). Mas, ao que parece, as pastas em Itália são apenas entradas. Mas estava deliciosa! 


Gelado
Não fiquei triste por não matar a fome com a bolonhesa, pois ainda sobrou um espacinho para um gelato. Ainda na Galeria, pus-me na enorme fila da gelataria Savini e deliciei-me com um gelado de nocciola.



Souvenirs!
Por muito estranho que pareça, não é muito fácil de encontrar lojas de lembranças pela cidade de Milão. Apenas no centro, em torno da catedral e da Galeria, podemos encontrar alguns pequenos quiosques de lembranças. Acho que vi apenas duas lojas de souvenirs onde dava para entrar. De resto, apenas quiosques.

Onde ficar?
Como marquei esta viagem com muito pouca antecedência, os hotéis eram muito caros. Decidi recorrer ao AirBnb, onde encontrei um quarto ótimo perto do estádio San Siro, sede dos famosos Inter de Milão e A. C. Milan. Tinha uma ótima conexão de autocarros e metro (25 minutos de distância do centro da cidade). Paguei 30€ por noite.

A dona da casa, Danila, era uma idosa muito simpática que já viajou pelo mundo inteiro e que me recebeu muito bem. Ofereceu-me um mapa da cidade, onde assinalou vários pontos de interesse. No dia em que me fui embora, ofereceu-me chá e bolinhos. Adorei a minha estadia na sua casa e recomendo imenso.

Link para o anúncio do quarto: https://www.airbnb.pt/rooms/13135212

Transportes
O metro de Milão fez-me lembrar muito o metro de Lisboa! Bem maior, sim, mas fácil de compreender!
O preço de cada viagem é 1,50€ e o bilhete de 24 horas é 4,50€. Estes bilhetes também podem ser utilizados nos autocarros. 


A minha opinião sobre Milão
Achei Milão uma cidade linda! Todos os edifícios são em tons de amarelo, laranja e bege, o que faz com que a cidade tenha um brilho dourado. Achei-a muito bem servida de transportes e com preços bastante acessíveis. A comida é deliciosa e as pessoas são muito simpáticas. Só sugiro que a visitem na Primavera ou no Outono, porque eu visitei-a no início do Verão e morri de calor!

Lanchinho num lugar amoroso de Milão

Como sempre, deixei coisas por ver. Os fins de semana de passeio só chegam para nos dar um gostinho do destino e deixar-nos com vontade de voltar. Quando me disseram que não teria grande coisa para ver em Milão, achei que dois dias chegariam para conhecer tudo. Mas como me enganei. Milão é mais que a catedral e a moda. Está cheia de recantos lindos que vou conhecer numa próxima viagem. 

Ciao, Milano!